21 de setembro de 2017

Cautela - Suzette Rizzo


Houve épocas em que me senti um rato acuado
por dezenas de garras afiadas
e apesar disso, continuei confiante,
achando que como eu... 
eram todos confiáveis.
Quando acordei de fato,
me vi cercada por decepções maiores:
pessoas eram cobras prontas ao bote .
Dificilmente, expeli venenos injetados
mas, aos poucos cuspi-os.
Entendi, finalmente os medos,
como fossem trotes do destino,
arrumação da casa.
Sinto-me hoje, fechada aos males...
Obviamente, cautelosa,
porém calma,
como penso ser a alma.
Suzette Rizzo



19 de setembro de 2017

Uma árvore e sua história - Suzette Rizzo


Entregou-se ao vento  
a frágil árvore.
Era noite de lua nova
e o luar desovava
canções exóticas.

Deixou-se desfolhar
e suas hastes envergaram-se
tentando abraçar o vento.
Amanheceu calmaria
e notou que a paixão a destruíra.

Insignificante,
escondeu-se para chorar
e nunca mais ouviu outros ventos.
Agora, entrega ao tempo seus pudores
mas, nem se importa
quando  outono a cerca
com seus encantos sedutores.

Tornou-se ainda mais fragilizada...
Com ares de menina
e uma carga imensa de dor.
No entanto, ainda doa-se
através da sombra...
E chora flores de amor.
                        Suzette Rizzo



Mensagem - Valtenor Medeiros



MOTIVAÇÃO


Casa terrena- Suzette Rizzo - Art Monica Puccinelli


Ficou lindo demais!!!
Obrigada sempre minha amiga Monica Puccinelli!!!
Meu carinho e grande beijo





Monica Puccinelli e Delasnieve Daspet


LINDO TRABALHO DE MONICA PUCCINELLI 
PARA A EXCELENTE POESIA DE 
DELASNIEVE DASPET




Hoje é sexta feira - Suzette Rizzo


Hoje é sexta feira e o mundo vibra...
Sexta feira dos inícios e dos finais...
Sexta feira das encruzilhadas,
das mentiras dos homens casados,
das mulheres mal amadas, solitárias,
sexta feira dos rituais.


Dá vontade de gritar, não sei porque,
vontade de alguém despertando desejos,
aqueles mais antigos do passado,
da sexta feira morna,
momentos leves, sem espinhos,
de escolher vestidinhos, dançar pelo quarto.


Hoje, não pode ser sexta feira...
Cadê os preparativos, a ansiedade,
qualquer novidade,
a expectativa de antes ?
Cadê alguém, qualquer alguém,
preenchendo a noite lenta,
noite chorosa que não passa...


Ô sexta feira chata!

(Para minha amiga Pixita)
 Suzette Rizzo
_April 19, 2005





  






18 de setembro de 2017

Ancoragem-Suzette Rizzo - Art Monica Puccinelli



MARAVILHA DE PRESENTE!!!



Pés-Suzette Rizzo - Art Monica Puccinelli





Letargia - Suzette Rizzo


Sono é ruim,
é morte, pesadelo... sobrevoo sobre montanhas intermináveis de medos.
Bom, só pra quem voa a imensidão em paz,
nu de receios.

Na terra, demônios vivos sugam,
agitam noites, horas... 
enviam qualquer calidez
ao gélido  polo norte,
inferno dos arrepios.

Sono é ruim,
talvez por eu não ter
tanta sorte em conseguir,
noites completas pra esvair,
meus frequentes pesadelos
cosmo afora.
Suzette Rizzo 
*September*







Davi Roballo




17 de setembro de 2017

Divórcio - Suzette Rizzo




Divorcio-me das tuas loucuras,
reparto tal fase em duas ventanias;
Uma para o local
onde fiz meu esconderijo
e a outra
é a bica que espalha definitivo
o acumulo de lágrimas.
Divorcio-me do vivido,
enfim liberto minha frágil alma
tanto tempo saturada.
Continuo... porém sem declínios.
Pareço outro espírito
assim de ti divorciada.
Suzette Rizzo





Incultivável - Suzette Rizzo


Lembro-me...
Pareço boneca de cera
derretendo tristezas,
na interminável ladeira,
cega ao mundo ao redor.
Fecho os olhos, ouço risos
e meus ouvidos ouvem repetidos gritos,
de desamor, rejeição, asneiras.
Depois, entro em meu quarto
inundada de chuva e lágrimas
que escorrem, escorrem
e jamais secam meus olhos...
Nem mesmo agora,
que por justiça ou merecimento,
a realidade retoma o tempo perdido,
para devolver-me o amor antigo
e lágrimas novas.
Suzette Rizzo
( Escrito em 96 )










Coerção - Suzette Rizzo


Pensamentos intrusos,
acelerando outros, confusos,
desaguando meu rio no aposento-solidão.
Endoidecida, tento encurtar o dia,
pular degraus do tempo,
de idas e vindas da alma prolixa.
Um dia, preenchi-me da beleza do azul marinho
salpicado de esperanças
e promessas que me fiz de encontrar
rosas sem espinhos pelo caminho.
Agora, sozinha,
obrigo-me a sentir loucuras amainadas,
o apagar das ilusões inda fixadas
na mesma visão de mar e estrelas marinhas.
Suzette Rizzo





Ética- Suzette Rizzo - Art Monica Puccinelli






UM CARINHO DELICIOSO DA 
MÔNICA PUCCINELLI.
OBRIGADA POR ESTA MARAVILHA DE PRESENTE,  MINHA QUERIDA AMIGA!!!




15 de setembro de 2017

Sonhando - Suzette Rizzo - Mundo de Emoções - Dirce Royal Story






Presente lindíssimo da minha amada amiga de tantos anos,
Dirce Royal Story.
Muito muito obrigada querida, por esta emoção que me proporcionou!






5 de setembro de 2017

Coincidências - Suzette Rizzo

Na calçada fria,

rabiscavas meu nome.

E li nas entrelinhas do teu 

pensar,

tua vida tombada,  

agarrando-se a minha

também meio lá meio cá.

Deixei o barco correr na lama 

do mundo,

sonhei teus sonhos imaturos

e incompreendidos por todos seguimos.

Aparentemente parecíamos  

algo indolor...

tipo almas ceifadas

imunes a dor.










Wandy Luz



Lembre-se de que a Fênix, quando volta, torna-se ainda mais bonita do que um dia já foi. 
Porque a dor ensina, o sofrimento dignifica, as brasas da alma faz-nos imortais e a nossa força vem à tona. 
Porque a verdadeira beleza é saber ser quem você precisa ser, mas nunca deixar de crescer, aprender e evoluir. 
As dores mais profundas são as que te transformam em um gigante que mata dragões e vence as guerras mais difíceis! 
Então queime, sangre, chore, mas ressuscite.
Wandy Luz

30 de agosto de 2017

Confrontamento - Suzette Rizzo


Digladiam-se 
interiormente culpas e razões, 
ressentimentos 
e impedimentos ao perdão.
Conflito esse, travado pelos sensíveis,
e capazes,
cujas dores são vorazes
e meras as ilusões.
Digladiam comigo dessemelhantes,
Ignorâncias e oposicionistas.
Digladia com o corpo suicida,
esta alma enfraquecida.
Suzette Rizzo




Metade - Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho 
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito  
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo

Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também




Manancial - Suzette Rizzo


Amor nascente,                                        
plantio de semente,
poema novo,
estrela cadente em minhas mãos.
Era assim, 
quando apontava na esquina,
quando sem saber consolava,
acendendo o luar,
afastando desolações...
Parecia miragem se me olhava,
desenhando no céu mil corações.
Amor nascente, 
amor doente, viu?

Nunca mais a doidice 
das nossas emoções!
Suzette Rizzo


Acredito Em Gnomos ( Naldo Velho )

                         

Acredito em gnomos,
fadas, dragões e duendes.
Em princesas aprisionadas,  
e casas mal assombradas.

Feitiço feito, e acabado, 
castelos de areia,
cavalos alados,

com veneno ardido de serpente,
difícil de desfazer.

Acredito na magia
que a estrela da manhã
nos deixa ao raiar do dia
e sempre pago pra ver!

Que remédio, sou poeta!
Acostumado a crer em coisas
que ninguém consegue ver.

Acredito no amor,
no ciclo eterno das águas,
em mandalas feitas sem pressa
que o vento desmancha ao entardecer.

Acredito até em sereia!
Dia desses, nem faz muito tempo,
segui o rastro de uma,
lá pras bandas de um estranho rochedo,
mareado pela força do mar.

Até hoje busco catar os cacos,
e pacientemente emendá-los.

Que remédio!
Sou um tolo...

Repito, um poeta!


Acredito até em você! 

Naldo Velho

Elementais é o nome dado a todo e qualquer espírito existente na natureza. Todo princípio divino, após emanar-se do "Absoluto", deve iniciar seu processo de desenvolvimento incorporando-se à matéria. Essa incorporação, segundo os princípios platônicos da Metempsicose acontece consoante a uma ordem estabelecida. Os princípios divinos devem iniciar sua jornada no mundo material incorporando-se inicialmente ao reino mineral. Após o aprendizado neste reino, o princípio divino deve passar ao seguinte estágio, ou seja, ao reino vegetal. Após concluir o aprendizado do reino vegetal, o princípio divino deve passar ao estado animal, e, posteriormente, ao estado humano. Também são conhecidos como personagens fictícios, que representam seres da natureza e que seriam capazes de controlar os elementos e os representar. São eles: Silfos - os elementais do ar Salamandras - os elementais do fogo Ondinas - os elementais da água Gnomos - os elementais da terra De acordo com Papus: "O caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles. Seu aspecto é variável e estranho: ora são como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente. Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais." Ainda segundo Papus, cada elemental deve ser invocado pelo nome de seu gênio, GOB é o gênio da terra, DJIN é o gênio do fogo, PARALDA é o gênio do ar, e NICKSA é o gênio da água. "Os elementais são invocados pela prece e o ritual completo prevê o uso do Círculo Mágico, com o magista voltado para o ponto cardeal correspondente, apresentando o instrumento característico de cada um, chamando-os pelo nome de seus gênios. O Círculo Mágico garante o isolamento e proteção contra qualquer surpresa da parte das potências do astral. A meditação, na obscuridade, com o corpo isolado por uma manta de lã e com a espada à mão, tendo proferido preces pedindo auxílio aos mestres, também pode propiciar a visão dos elementais."


Amanhã - Guilherme Arantes






Composição: Guilherme Arantes Amanhã! Será um lindo dia Da mais louca alegria Que se possa imaginar Amanhã! Redobrada a força Prá cima que não cessa Há de vingar Amanhã! Mais nenhum mistério Acima do ilusório O astro rei vai brilhar Amanhã! A luminosidade Alheia a qualquer vontade Há de imperar! Há de imperar! Amanhã! Está toda a esperança Por menor que pareça Existe e é prá vicejar Amanhã! Apesar de hoje Será a estrada que surge Prá se trilhar Amanhã! Mesmo que uns não queiram Será de outros que esperam Ver o dia raiar Amanhã! Ódios aplacados Temores abrandados Será pleno! Será pleno!


O poder da mente Somos frutos de nossos pensamentos. Quer queiramos ou não, eles irão influenciar sobremaneira nossa vida, atuando benéfica ou maleficamente; usando pensamentos positivos, atraímos acontecimentos bons pela faixa em que estamos vibrando, entrando em sintonia" com coisas boas, atraindo-as. O inverso é verdadeiro também; Usar uma "vassourinha mental" para varrer da mente as recordações negativas que nos prejudicam é sempre necessário,
policiando a nossa mente; podemos superar um vício, controlando os nossos pensamentos, policiando-os, substituindo-os por outros edificantes. Devemos desejar somente aquilo que nos pertence por Direito Divino Fonte:livro "ABC do Poder da Mente" ;autora:Aldina Rocha,

O pensamento é o único poder imaterial que se conhece e que pode produzir riquezas tangíveis, que existe no depósito invisível. Pense em riquezas que elas lhe aparecerão; pense em pobreza que ela se fará presente. (Catherine Ponder)